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sábado, 31 de julho de 2010

Teatro Electroacústico: A estrela do mar foi viajar



Descrição: Vídeo de apresentação do conto "A estrela do mar foi viajar", com música de Simão Costa, história de Mafalda de Azevedo e interpretação de Ana Mandillo no âmbito do ciclo "Contos Contados com Som - Teatro Electroacústico", um ciclo com concepção de Paula Azguime e selecção e adaptação de Ágata Mandillo produzido pela Miso Music. 

Sobre o Teatro Electroacústico

«Teatro Electroacústico: ouvir duplamente uma história, ouvir o sentido da palavra com a ajuda do som, pôr a imaginação a voar com a música. O narrador conta a história, o compositor revela a história com sons. A música viaja no espaço, envolve as crianças, reporta-as para um mundo imaginário, uma espécie de conto de fadas onde a realidade é outra, tudo se transforma, tudo se revela. Pensado para crianças do ensino primário, o Teatro Electroacústico propõe uma maneira inovadora e enriquecida de se contar uma história. Os sons e a música sugestionam o imaginário infantil, completam o sentido semântico das palavras e permitem voar mais além. O som espacializado por uma pequena "orquestra de altifalantes" disposta em torno do público, proporciona uma envolvência e uma percepção única da música e da própria história.

O Teatro Electroacústico propõe-se apresentar, num único espectáculo, um conjunto de histórias diversas de autores tão emblemáticos como Andersen e os irmãos Grimm, passando por autores de literatura infantil portuguesa, entre os quais autores de renome por um lado e jovens escritores com histórias inéditas por outro. O que as liga entre si, e de formas diversas, é a possibilidade de se transformarem através da música e da sonorização que acompanharão cada uma.»

Mais sobre Contos Contados com Som - Teatro Electroacústico.

sábado, 19 de junho de 2010

O livro negro das cores

Capa de O livro negro das cores, de Menena Cottim
(texto) e Rosana Faria (ilustração), que inclui texto
impresso, texto em Braille e ilustrações em
baixo-relevo. Na capa, desenho de um campo de
erva
florido em tom de cinzento em fundo negro.
Apresentação do livro, por Banco del Libro

«A subtileza deste livro demonstra a beleza na percepção do mundo através dos nossos sentidos e na sua complementaridade. Convidando-nos a reflectir sobre como será aquilo que nos rodeia para quem não vê, esta grande obra obriga-nos a reformular o mundo através dos seus cheiros, sabores, texturas, sons; a recriar, de forma imaginativa, as coisas que nos envolvem. Um livro que nos lembra que há sempre mais para além do que vemos, um livro para redescobrir a riqueza sensorial do nosso corpo e determo-nos na beleza oferecida por essa sensibilidade. Exceptuando o texto, todo o livro é negro. No entanto, as ilustrações em alto relevo e o texto em braille, permitem experimentar as texturas e jogar com as descrições poéticas das cores.»

Vídeo da primeira edição El libro negro de los colores (duração 4m42s)


Descrição: curta-metragem realizada pelas Ediciones Tecolote por ocasião da primeira edição mexicana de O Livro negro das cores, acessível a crianças cegas ou com baixa visão através das ilustrações em baixo-relevo e texto em Braille. O livro conta a forma como o Tomás, um menino cego, experimenta e imagina as cores através dos diferentes sentidos: o som, o tacto, o cheiro, o sabor. No filme as imagens das ilustrações e do texto são acompanhadas pela música "El loco Juan Carabina" interpretada por Simón Díaz (flauta) e Luis Julio Toro (arranjos).

Mais informação sobre O livro negro das cores disponível no sítio da Bruaá Editora.

sábado, 12 de junho de 2010

uma borboleta em sondela*

era uma borboleta futuramente surda: coleccionava ruídos.
barulhos de passarinhos
a pousar
na manhã das árvores;
olhares humanos
[tinha preferência por olhares infantis ou sinceros];
excrescências de girafa
sobejadas na areia quente.

era uma borboleta linda

não tinha voz inclinada
para cantar madrugadas,
então praticava voolêncios.
mais não vi.

era uma borboleta que sonhada.

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* local pacato muito preferido por aves cantadoras e kudus calmos. mantém-se quieto [o local] ali no sul do continente africano.

Ondjaki
Materiais para Confecção de um Espanador de Tristezas
Editorial Caminho, 2009, p. 29