| Imagem do cartaz da conferência "Gaguez, um Desafio à Comunicação" organizado no dia 6 de Março de 2012 no âmbito do Dia Europeu da Terapia da Fala. |
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segunda-feira, 5 de março de 2012
Terapia da fala: gaguez um desafio à comunicação
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Nos confins da razão. As fronteiras da cognição humana
Amanhã, 29 de Novembro, realiza-se em Lisboa uma conferência internacional dedicada ao tema "Nos confins da razão. As fronteiras da cognição humana", uma iniciativa organizada por Filipe Carreira da Silva no âmbito das actividades do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL). A conferência organiza-se em torno de três sessões: 1. Neuro-plasticidade e neuro-história; 2. Tempo mental, linguagem(s) e deliberação; 3. Corpo pensante. Ciências sociais e neurociências, plasticidade cerebral, linguagem e cognição, corpo e mente são algumas das questões em debate no presente encontro.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Quando eu for grande, com o Bando dos Gambozinos
Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
P'ra me poder aquecer
Na mão de qualquer menino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
P'ra tudo o que eu sou caber
Na mão de qualquer de vós
Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Tudo em mim se pode erguer
Quando me pisam não grito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
O que lá estou a fazer
Só se nota quando falto
Quando eu for grande quero ser
Ponte de uma a outra margem
Para unir sem escolher
E servir só de passagem
Quando eu for grande quero ser
Como o rio dessa ponte
Nunca parar de correr
Sem nunca esquecer a fonte
Quando eu for grande quero ser
Um bichinho pequenino
Quando eu for grande quero ser
Mais pequeno que uma noz
Quando eu for grande quero ser
Uma laje de granito
Quando eu for grande quero ser
Uma pedra do asfalto
Quando eu for grande...
Quando eu for grande...
Quando eu for grande quero ter
O tamanho que não tenho
P'ra nunca deixar de ser
Do meu exacto tamanho
José Mário Branco (música) e Manuela de Freitas (letra)
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Mundo niños: escuta, consciência sonora, música e instrumentos adaptados
Criado pelos percussionistas e compositores Roberto Rodriguez e Susie Ibarra, Mundo Niños é um projecto musical para crianças com idades entre os 4 e os 8 anos centrado na aprendizagem do ritmo, melodia, improvisação e expressão musical a partir de músicas com influências latinas, asiáticas, americanas e africanas. O projecto contempla a realização de performances e oficinas com crianças, tendo sido editados dois discos: Lullabies (2009) e This is a Beat! (2006). No sítio de Susie Ibarra podemos ouvir excertos de algumas músicas do álbum Lullabies
:
1. Blinking Stars ~ Las Estrellitas Brillan
2. El Burrito Siesta ~ The Little Donkey Naps
3. Flying Squirrels ~ Arillas Voladoras
4. Fireflies ~ Los Cocullos
5. Sleepy Bee ~ La Abejita Dormilona
6. Sunny Sunday ~ Domingo Soleado
7. Los Niños Sueñan ~ The Children Sleep
8. Los Pajaritos Cantan ~ The Little Birds Sing
9. Singing Crickets ~ Los Grillos Cantan
10. Las Mariposas Duermen ~ Sleepy Butterflies
11. Lullaby ~ Cancion de Cuna
O projecto Mundo Niños insere-se no âmbito do trabalho desenvolvido pela organização Song of the Bird King criada por Susie Ibarra e por Roberto Rodriguez com o objectivo de contribuir para a preservação da música indígena, criar plataformas de trabalho colaborativo entre artistas e endereçar questões ambientais que afectam as culturas indígenas.
No sítio da Song of the Bird King podemos encontrar uma entrevista realizada em Fevereiro de 2011 por Susie Ibarra a Pauline Oliveros, compositora e acordeonista que tem investigado sobre música e escuta através dos conceitos de deep listening (escuta aprofundada) e de sonic awareness (consciência sonora). Actualmente Pauline Oliveros desenvolve o projecto "Improvisation Across Abilities Adaptive Use" e o software "Adaptive Use Musical Instruments" (AUMI) com o objectivo de permitir a exploração do som e a experiência musical por parte de crianças com deficiências neurológicas e motoras.
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| Imagem da capa do disco Lullabies (2009) de Susie Ibarra e Roberto Rodriguez no âmbito do projecto Mundo Niños. |
2. El Burrito Siesta ~ The Little Donkey Naps
3. Flying Squirrels ~ Arillas Voladoras
4. Fireflies ~ Los Cocullos
5. Sleepy Bee ~ La Abejita Dormilona
6. Sunny Sunday ~ Domingo Soleado
7. Los Niños Sueñan ~ The Children Sleep
8. Los Pajaritos Cantan ~ The Little Birds Sing
9. Singing Crickets ~ Los Grillos Cantan
10. Las Mariposas Duermen ~ Sleepy Butterflies
11. Lullaby ~ Cancion de Cuna
O projecto Mundo Niños insere-se no âmbito do trabalho desenvolvido pela organização Song of the Bird King criada por Susie Ibarra e por Roberto Rodriguez com o objectivo de contribuir para a preservação da música indígena, criar plataformas de trabalho colaborativo entre artistas e endereçar questões ambientais que afectam as culturas indígenas.
No sítio da Song of the Bird King podemos encontrar uma entrevista realizada em Fevereiro de 2011 por Susie Ibarra a Pauline Oliveros, compositora e acordeonista que tem investigado sobre música e escuta através dos conceitos de deep listening (escuta aprofundada) e de sonic awareness (consciência sonora). Actualmente Pauline Oliveros desenvolve o projecto "Improvisation Across Abilities Adaptive Use" e o software "Adaptive Use Musical Instruments" (AUMI) com o objectivo de permitir a exploração do som e a experiência musical por parte de crianças com deficiências neurológicas e motoras.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Momusi Capacita - encontros de acção musical e reflexão
No âmbito das actividades do Momusi - Movimiento de Música para Niños no passado dia 13 de Agosto realizou-se no Centro Cultural Latinoamericano, em Buenos Aires (Argentina), uma jornada dedicada ao tema "Momusi Capacita - Encuentros de acción musical y reflexión" dirigida a professores, animadores culturais e público interessado. O presente encontro organizou-se em dois ateliês: "A voz, o ritmo e a palavra", orientado por Teresa Usandivaras, abordou os ritmos na sua relação com a palavra e com o movimento através de improvisações, jogos de mãos, rimas e canções; "Função e transcendência da canção na primeira infância", orientado por Violeta H de Gainza, abordou o canto e os instrumentos nos processos de musicalidade, o papel da canção tradicional nas dinâmicas de subjectividade e identidade, o cancioneiro latino-americano e alguns princípios básicos de improvisação vocal.
- “La voz, el ritmo y la palabra”: Dictado por Teresa Usandivaras. “El objetivo del taller es recuperar el ritmo de cada uno, que muchas veces por ‘falta de uso’ nos olvidamos que lo tenemos. Con la palabra como generadora de ritmos y éstos como gestores naturales del movimiento; lo recuperaremos a través de improvisaciones, juegos de manos, rimas con desplazamientos y canciones.”
- “Función y trascendencia de la Canción en la primera infancia”: Taller participativo dictado por Violeta H de Gainza. “El canto y los instrumentos en los procesos de musicalización. Función de “sostén” de la canción tradicional: subjetividad e identidad. El cancionero latinoamericano y sus afluentes. Los aportes vanguardistas de María Elena Walsh. Algunas pautas básicas para la improvisación vocal.”
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Tempos de criança e tempos de aluno: estudo sobre a relação entre tempo livre e tempo de trabalho escolar
Também amanhã realiza-se na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) uma prova de Doutoramento em Ciências da Educação dedicada ao tema "Tempos de criança e tempos de aluno: estudo sobre a relação entre tempo livre e tempo de trabalho escolar em espaços educativos frequentados por crianças entre os 6 e os 12 anos de idade", desenvolvida por Maria José Freitas Borges de Araújo.
terça-feira, 10 de maio de 2011
A criança com cegueira na primeira infância
No próximo dia 11 de Maio realizam-se no Instituto Português da Juventude de Coimbra as II Jornadas de Deficiência Visual e Intervenção Precoce dedicadas ao tema "A criança com cegueira na primeira infância", uma iniciativa organizada pela Associação Nacional de Intervenção Precoce em colaboração com a Consulta de Baixa Visão do Hospital Pediátrico de Coimbra no quadro das actividades do Centro de Apoio à Intervenção Precoce na Deficiência Visual (CAFAP - CAIPDV).
A jornada organiza-se em torno de três painéis temáticos: I. Interacção e comunicação; II. Desenvolvimento da criança com cegueira; III. Oportunidades de aprendizagem da criança com cegueira. Comunicação e vínculo afectivo, implicações da cegueira no desenvolvimento da criança na primeira infância (habitualmente situada entre os 0 e os 3 anos), perspectiva educacional, aprendizagens pré-braille e actividades da vida quotidiana, orientação e mobilidade das são algumas das questões em debate no presente encontro, que conta com um momento sensorial para crianças da creche e jardim-de-infância. No texto de apresentação podemos ler:
«De acordo com estudos realizados na área de intervenção precoce, que comparam crianças cegas com crianças que vêem, a sequência do desenvolvimento da criança cega é igual à da criança que vê, porém o ritmo é mais lento, no tocante à postura e a deslocamentos. Os reflexos são análogos, resguardando a função óculo-manual da criança que vê. Na criança que não vê, a ausência da visão irá interferir na construção do seu esquema corporal futuro: lateralidade, organização e estruturação espaciais, e na orientação e identificação dos objectos e pessoas (Warren, 1984). Tais estudos reforçam ainda que a cegueira é factor de restrição ao processo de desenvolvimento como um todo, acarretando na área da locomoção a perda do equilíbrio, dos reflexos de protecção, da coordenação motora e do sentido de justeza dos passos (Miller, 1979). Freedman e Cannady (1971) assinalam que a restrição ambiental incide mais no processo de orientação e mobilidade do que a perda da visão, assim como a síndrome da superprotecção, afirmam Warren e Kocon (1974).
A jornada organiza-se em torno de três painéis temáticos: I. Interacção e comunicação; II. Desenvolvimento da criança com cegueira; III. Oportunidades de aprendizagem da criança com cegueira. Comunicação e vínculo afectivo, implicações da cegueira no desenvolvimento da criança na primeira infância (habitualmente situada entre os 0 e os 3 anos), perspectiva educacional, aprendizagens pré-braille e actividades da vida quotidiana, orientação e mobilidade das são algumas das questões em debate no presente encontro, que conta com um momento sensorial para crianças da creche e jardim-de-infância. No texto de apresentação podemos ler:
«De acordo com estudos realizados na área de intervenção precoce, que comparam crianças cegas com crianças que vêem, a sequência do desenvolvimento da criança cega é igual à da criança que vê, porém o ritmo é mais lento, no tocante à postura e a deslocamentos. Os reflexos são análogos, resguardando a função óculo-manual da criança que vê. Na criança que não vê, a ausência da visão irá interferir na construção do seu esquema corporal futuro: lateralidade, organização e estruturação espaciais, e na orientação e identificação dos objectos e pessoas (Warren, 1984). Tais estudos reforçam ainda que a cegueira é factor de restrição ao processo de desenvolvimento como um todo, acarretando na área da locomoção a perda do equilíbrio, dos reflexos de protecção, da coordenação motora e do sentido de justeza dos passos (Miller, 1979). Freedman e Cannady (1971) assinalam que a restrição ambiental incide mais no processo de orientação e mobilidade do que a perda da visão, assim como a síndrome da superprotecção, afirmam Warren e Kocon (1974).
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Era uma vez
A Ana lê muito devagar,
só uma letra de cada vez.
Enquanto ela está a só uma letrar,
a Sara letra duas ou três.
A Ana tem tempo de lá chegar.
Os pês, os tês, os bês, os mês,
não fogem se ela se demorar.
A Sara acaba e começa outra vez.
A Ana lê e põe-se a pensar
nos quês, nos porquês, nos para quês,
e volta atrás para confirmar
porque, afinal de contas, talvez.
A Sara prefere entrar
nas palavras, nos desenhos, e ficar.
Existir nas histórias, em vez
de ver, viver; em vez
de pensar, de pausar, de perspicar,
ser ela a ser o que o herói fez.
Sai dos livros sem sair do lugar
e corre o mundo de lés e lés.
A Sara lê assim, a Ana mais devagar,
e depois ficam as duas a conversar.
A Ana conta: "Era uma vez..."
E a Sara: "Era eu uma vez..."
Manuel António Pina, "Era uma vez"
in O pássaro da cabeça, Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2005.
sábado, 30 de outubro de 2010
Depressa, Devagar
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| Imagem do livro Depressa, Devagar de Isabel Minhós Martins (texto) e Bernardo Carvalho (ilustração). Na capa, uma criança sorridente acena e desdobra-se consoante depressa, ou devagar. |
O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.
Nas voltas do tempo, este conhecido trava-línguas pode bem vir à memória com a leitura de Depressa, Devagar de Isabel Minhós Martins (texto) e de Bernardo Carvalho (ilustração), editado pela Planeta Tangerina e reconhecido com o Prémio Nacional de Ilustração 2009. Porque é de tempos que nos fala este livro:
«Podemos não ouvir o seu tiquetaquear, mas a verdade é que os relógios estão ao virar de cada esquina. De manhã ao deitar, são implacáveis a medir o tempo, fazendo-nos correr, esperar e desesperar quando menos nos apetece.Tempo cronometrado, experiência do tempo e duração podem manifestar-se em pequenos e grandes momentos ao longo do dia de uma criança. E afinal, ler, aprender e falar também podem surgir mais depressa, ou mais devagar.
Neste livro, um menino fala da descoberta desses dois tempos: o tempo exterior que “passa por uma máquina de contar”, capaz de fazer “contas aos segundos e marcar os dias sem enganos”, e o outro tempo, o tempo interior e infinitamente elástico onde cabem brincadeiras, devaneios, pensamentos e passeios.
Lá fora, o tempo corre de uma maneira; cá dentro de outra. Nem sempre é fácil estar ao ritmo certo... por isso “depressa” e “devagar” são duas das palavras que este menino ouve mais vezes ao longo do seu dia...»
sábado, 31 de julho de 2010
Teatro Electroacústico: A estrela do mar foi viajar
Descrição: Vídeo de apresentação do conto "A estrela do mar foi viajar", com música de Simão Costa, história de Mafalda de Azevedo e interpretação de Ana Mandillo no âmbito do ciclo "Contos Contados com Som - Teatro Electroacústico", um ciclo com concepção de Paula Azguime e selecção e adaptação de Ágata Mandillo produzido pela Miso Music.
Sobre o Teatro Electroacústico
«Teatro Electroacústico: ouvir duplamente uma história, ouvir o sentido da palavra com a ajuda do som, pôr a imaginação a voar com a música. O narrador conta a história, o compositor revela a história com sons. A música viaja no espaço, envolve as crianças, reporta-as para um mundo imaginário, uma espécie de conto de fadas onde a realidade é outra, tudo se transforma, tudo se revela. Pensado para crianças do ensino primário, o Teatro Electroacústico propõe uma maneira inovadora e enriquecida de se contar uma história. Os sons e a música sugestionam o imaginário infantil, completam o sentido semântico das palavras e permitem voar mais além. O som espacializado por uma pequena "orquestra de altifalantes" disposta em torno do público, proporciona uma envolvência e uma percepção única da música e da própria história.
O Teatro Electroacústico propõe-se apresentar, num único espectáculo, um conjunto de histórias diversas de autores tão emblemáticos como Andersen e os irmãos Grimm, passando por autores de literatura infantil portuguesa, entre os quais autores de renome por um lado e jovens escritores com histórias inéditas por outro. O que as liga entre si, e de formas diversas, é a possibilidade de se transformarem através da música e da sonorização que acompanharão cada uma.»
Mais sobre Contos Contados com Som - Teatro Electroacústico.
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